Prefeitura de Teresópolis pede doações para as vítimas da chuva.

População precisa de colchonetes, fraldas, água e alimentos não-perecíveis.
Município tem 179 pessoas que permanecem em quatro abrigos.

 

09/04/2012 11h20 - Atualizado em 09/04/2012 11h20

Prefeitura de Teresópolis pede doações para as vítimas da chuva

População precisa de colchonetes, fraldas, água e alimentos não-perecíveis.
Município tem 179 pessoas que permanecem em quatro abrigos.

Do G1 RJ
Ciep do Rosário, em Teresópolis, virou abrigo para famílias desalojadas no município (Foto: Fabiana Lima/G1)

 

A Prefeitura de Teresópolis solicita doações para as pessoas atingidas pelas fortes chuvas de sexta-feira (6). De acordo com as autoridades, 179 pessoas estão nos abrigos e precisam de colchonetes, fraldas infantis e geriátricas, toalhas, água e alimentos não-perecíveis. As doações podem ser entregues no Ginásio Pedrão, na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211, no bairro da Várzea, em Teresópolis.
A prefeitura informou, ainda, que 450 vistorias foram realizadas na cidade, sendo que 379 casas estão interditadas permanentemente, já que têm risco de desabar. Segundo balando divulgado na manhã desta segunda, 179 pessoas continuam em quatro abrigos da cidade e as outras estão em casas de parentes e amigos. Após a enxurrada, 5 pessoas morreram e 24 ficaram feridas.
Sirenes
Das 20 sirenes instaladas em área de risco em Teresópolis, houve falha no acionamento de cinco durante o temporal, segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Roberto Silva. De acordo com ele, bairros como Perpétuo, Fonte Santa e Pimentel, que foram bastante atingidos pela chuva, não tiveram os alertas acionados. Outros dois, no entanto, foram bairros onde não ocorreram deslizamentos e, portanto, não houve necessidade de acionamento.


De acordo com o coronel, o grande motivo para que houvesse falha no sistema foi a falta de acesso à internet, que no caso das sirenes é via 3G. “O sinal 3G não é bom, toda hora cai. Estamos instalando uma rede de fibra ótica, que começou a ser feito em fevereiro”, explicou o secretário, ressaltando que até agora só o sistema do bairro Quinta Lebrão foi substituído.
As sirenes também podem ser acionadas manualmente, mas a dificuldade no sinal das operadoras de celular da região também dificultou o trabalho da Defesa Civil. "Não tivemos como entrar em contato com muitos agentes da Defesa Civil, pois os celulares não funcionavam. Tinha lugares por onde tentamos passar, mas que estava com mais de um metro de água. Muitas viaturas tiveram problemas mecânicos por causa da água”, afirmou Roberto.
Em alguns bairros onde as sirenes deveriam ter sido acionadas virtualmente, assim que os índices pluviométricos indicassem situação de risco, os representantes da Defesa Civil só conseguiram chegar cerca de uma hora depois.
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